Princípios
A nossa filosofia sobre testes de intrusão
Um teste de intrusão pode ser um exercício de conformidade ou um exercício de segurança. Damos por adquirido que tem de servir para o primeiro; recusamo-nos a que fique só por aí.
Testes manuais. Impacto acima da contagem de achados.
Os princípios
Cinco ideias que orientam o trabalho
Primeiro: a contagem de achados não mede nada. Um relatório com trinta entradas de risco baixo dá a sensação de trabalho intenso e não muda a exposição de ninguém. Preferimos entregar três achados que descrevem o percurso completo até aos dados dos vossos clientes do que trinta que descrevem cabeçalhos em falta.
Segundo: as falhas que causam incidentes reais raramente têm assinatura. São verificações de autorização em falta num endpoint específico, fluxos de negócio que aceitam ser executados fora de ordem e identificadores que ninguém validou do lado do servidor. Nenhum scanner encontra isto, porque nenhum scanner sabe o que o vosso produto devia fazer.
Terceiro: um relatório que a equipa não consegue usar é dinheiro perdido. Cada achado tem de trazer os passos exatos de reprodução, a evidência, a classificação de risco e a correção recomendada — e tem de ser escrito para quem vai corrigir, não para impressionar quem assina a fatura.
Quarto: comunicar tarde é falhar. Um achado crítico não pode ficar guardado duas semanas à espera do relatório final. Comunicamos no próprio dia, com o detalhe suficiente para a mitigação começar antes de o exercício acabar.
Quinto: os incentivos têm de estar do lado certo. Por isso não pedimos pagamento adiantado, não cobramos reteste e não faturamos quando não encontramos nada de relevante. Se o nosso trabalho for superficial, somos nós a perder — que é exatamente como deve ser.
Duas formas de fazer o mesmo exercício
A diferença entre um teste que serve para arquivar e um teste que muda a postura de segurança da organização.
| Teste de conformidade | Como trabalhamos | |
|---|---|---|
| Objetivo declarado | Ter um relatório datado para o dossiê | Reduzir a exposição real e ter o relatório na mesma |
| Onde vai o tempo | Cobrir a checklist de ponta a ponta | Checklist como mínimo; o resto na lógica do produto |
| Critério de sucesso | Número de achados encontrados | Impacto demonstrado e correções efetivamente fechadas |
| Destinatário do relatório | Auditor e direção | Quem corrige, com resumo separado para a direção |
| Comunicação de críticos | No relatório final | No próprio dia em que são confirmados |
| Depois da entrega | Termina com a fatura | Termina quando o reteste confirma o encerramento |
Conformidade
Conformidade é consequência, não objetivo
Quem testa a sério passa nas auditorias. O contrário não é verdade.
RGPD
Testar as medidas técnicas com regularidade é uma obrigação legal, mas o objetivo do artigo 32.º é proteger os titulares dos dados. Um teste desenhado só para produzir evidência cumpre a letra e falha a intenção.
NIS2
A transposição portuguesa pede medidas proporcionais ao risco. Proporcional implica conhecer o risco real, e é isso que um teste manual bem dirigido produz — algo que uma checklist executada às cegas não consegue dar.
ISO 27001
A norma vive do ciclo de melhoria contínua. O reteste gratuito existe para que esse ciclo se feche de facto, e não fique num plano de tratamento com ações em aberto de um ano para o outro.
SOC 2
O Type II avalia a operação dos controlos ao longo do tempo. É a norma que melhor se alinha com a nossa preferência por cadência regular em vez de um esforço concentrado antes da auditoria.
Perguntas frequentes
Sobre a nossa abordagem
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